GCI - Estudo revela percepções dos portugueses sobre obesidade

Estudo revela percepções dos portugueses sobre obesidade



19 Aug 19:54

O estudo Estilos de Vida: Impacto da Obesidade em Portugal, estudo da Galp Energia desenvolvido no âmbito do Movimento Energia Positiva, e realizado pela GfK Metris junto de 800 pessoas, revela que um terço da população portuguesa tem excesso de peso e que 60,9% das mulheres são obesas.

O estudo Estilos de Vida: Impacto da Obesidade em Portugal, estudo da Galp Energia desenvolvido no âmbito do Movimento Energia Positiva, e realizado pela GfK Metris junto de 800 pessoas, revela que um terço da população portuguesa tem excesso de peso e que 60,9% das mulheres são obesas.

Trata-se de um estudo representativo da população portuguesa residente no Continente, que revela comportamentos e atitudes diferentes de homens e mulheres sobre a obesidade. E sobre aquilo que estão dispostos a fazer para lutar contra esta patologia, contra o excesso de peso, ou a fraca apetência para a prática da actividade física dos portugueses.

Relativamente à actividade física dos portugueses, este estudo indica que 61,4% dos inquiridos dizem que as suas famílias são inactivas e que os homens são mais predispostos para a prática de actividade física e para se mexerem do que as mulheres (51% dos homens contra 39,7% das mulheres).

A tendência da inactividade física é nacional. Na Grande Lisboa 57,3% (125 pessoas em 218 entrevistas) admite que não faz actividade física; o mesmo se passa com 61.3% (95 pessoas em 155 entrevistas) dos entrevistados no Norte Litoral. No Interior, 58.7% (71 pessoas em 121 entrevistas).

E esta tendência verifica-se também em 57% dos inquiridos que têm excesso de peso. Deste grupo 361 das pessoas que fazem actividade física, 8.3% das pessoas sente-se mais à vontade na natação, contra a média que ronda os 6.1%.

Quanto aos hábitos alimentares, os entrevistados referem consistentemente os legumes, a fruta e o peixe como sendo alimentos saudáveis, com 69%, 58,2% e 49,1%, respectivamente. E 56,2% do total de inquiridos afirma tomar diariamente um pequeno-almoço constituído por mais do que um copo de leite ou sumo, ou café.

O estudo indica que as mulheres têm uma maior preocupação com a alimentação, 46,6% revela preocupar-se com os alimentos que ingere. E são também as mulheres quem mais procura ajuda ou conselhos alimentares junto do médico de família ou do nutricionista, 25% e 7,9% face a 15,4% e 1,6% dos homens, respectivamente.

O estudo revela ainda que as domésticas e os reformados são os novos obesos uma vez que 65,3% e 66%, respectivamente, são obesos ou apresentam excesso de peso.

Avaliação da obesidade
A obesidade é avaliada através do índice da massa corporal (IMC). O IMC é o peso do corpo em quilogramas dividido pelo quadrado da sua altura em metros. Para os adultos, um IMC entre 18,5 e 24,9 é saudável. Um IMC maior que 25 corresponde a excesso de peso, entre 25 e 29,9 corresponde à pré-obesidade e a partir de 30 o indivíduo é considerado obeso. Actualmente, na Europa regista-se um milhão de mortes anuais devido ao excesso de peso.

Passos para avaliar o perímetro abdominal:

1. Retire a roupa (e acessórios) do tronco.
2. Fique em frente do espelho com as pernas bem apoiadas e o estômago relaxado.
3. Coloque a fita métrica apropriada em torno da cintura.
4. Localize a zona de medição pressionando o topo da crista ilíaca.
5. Alinhe a fita métrica com o topo da crista ilíaca.
6. Assegure que a fita métrica fica paralela ao chão e não torcida.
7. Relaxe e faça 2-3 respirações normais.
8. Ao fim da terceira (3ª) expiração aperte o dispositivo de medição sem comprimir a pele.
9. Comprima a extremidade da fita métrica o mais próximo da sua medida.
10. Solte a fita métrica e verifique o valor da circunferência da cintura.

Resultados:

Homem - normal < 94 cm | Risco elevado> 102 cm
Mulher - normal < 80 cm | Risco elevado> 88 cm




Origem: http://www.grupogci.net//estudo-revela-percep-es-dos-portugueses-sobre-obesidade