18.11.2008

TIC assumem papel central na sustentabilidade

A iniciativa anual da Associação Portuguesa para o Desenvolvimento das Comunicações (APDC), o Congresso das Comunicações ´08, aconteceu nos dias 11, 12 e 13 de Novembro, no Centro de Congresso da Lisboa, e reuniu 120 especialistas de todo o mundo que explicaram a urgência do combate às alterações climáticas e, nessa medida, apresentaram o que são já soluções para alguns casos, baseadas na tecnologia.

As Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC) são parte da solução para enfrentar a actual crise global, afirmou Diogo Vasconcelos, Presidente da APDC, na abertura do 18º Congresso das Comunicações, que teve lugar em Lisboa, e que contou com a participação do Presidente da República, Cavaco Silva. Também o Presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, não quis deixar de estar presente neste Congresso e, numa mensagem gravada, enquadrou o tema do combate às alterações climáticas nas políticas e acções que estão a ser desenvolvidas ao nível comunitário.

O Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa, apresentou a sua visão de como uma cidade pode e deve contribuir para esse objectivo, tendo realçado que a capital portuguesa faz parte de um programa pioneiro da Cisco de avaliação de impactes ambientais. Como caso a melhorar, referiu o facto de todos os dias entrarem e saírem de Lisboa 400 mil carros. Por fim, o Ministro do Ambiente, Ordenamento do Território e Desenvolvimento Regional, Francisco Nunes Correia, foi outro dos intervenientes na sessão de abertura do Congresso. Na sua intervenção, destacou o conjunto de alterações de fundo que o tema das alterações climáticas trazem à sociedade, constituindo simultaneamente um desafio e uma oportunidade de negócio. São, do seu ponto de vista, uma grande oportunidade para se apostar na inovação e na melhoria da competitividade dos agentes económicos e sociais.

Durante três dias de contínuo debate ficou bem presente que Portugal, tal como numerosos outros países, precisa de actuar rapidamente para cumprir os compromissos de limitação das emissões de gases de efeito de estufa assumidos internacionalmente. As TIC são, ao mesmo tempo, parte do problema e parte da solução. O seu peso como solução é largamente – cerca de 10 vezes – superior ao seu peso como problema.

Em suma, a aplicação sistemática das TIC aos sectores da energia, dos transportes e dos edifícios permitirá a Portugal cumprir os compromissos assumidos para 2012 e as metas acordadas para 2020 pelo Conselho Europeu de Março de 2007. Desta forma, será possível reduzir em 15% as emissões de gases de efeito de estufa, colocando o nosso País numa trajectória virtuosa. As soluções identificadas permitem uma economia anual de cerca de 2,2 mil milhões de euros, entre custos evitados de aquisição de direitos de emissão e redução da factura energética.